segunda-feira, 4 de julho de 2011

Melhores e piores do Clausura 2011

Deu a lógica. Time com melhor ataque e com mais vitórias durante o campeonato, o Vélez Sarsfield dominou o futebol argentino neste primeiro semestre. Destaque maior para jovens jogadores, como Ricky Alvarez, Augusto Fernandez e Maxi Moralez. Com eles, o time venceu 12 dos 19 jogos disputados. Juntamente a eles, alguns de mais renome e tarimba, como Victor Zapata e Emiliano Papa, que se não é tão velho assim, tem a experiência de já ter atuado pela seleção nacional. Ao mesmo tempo, o time chegou até a semifinal da Libertadores, sendo eliminado pelo Peñarol, demonstrando que apesar da perda do bom defensor Otamendi, o time não perdeu sua solidez defensiva.
Segundo colocado, o Lanús mostrou um futebol agradável de se ver, apesar de a temporada do principal reforço do clube, o italiano Mauro Camoranesi, não ser das melhores. O clube contou com a ótima fase do uruguaio Mario Regueiro, que se caracteriza pela velocidade do contra-ataque. Ao lado dele, o faz-tudo Diego Valeri, que quase conseguiu um lugar na seleção argentina que disputa a Copa América, tendo ficado de fora da lista final. Além deles, Sebastian Blanco e Mauro Pellettieri formaram se destacaram, cada um a sua maneira. Outro destaque foi a invencibilidade de 11 jogos, mais do que qualquer outro time no Clausura.
A partir daí, surpresas no posicionamento final. Não pelo futebol apresentado, mas sim pelo que o elenco revelava de nomes. O Godoy Cruz, eliminado na primeira fase da Libertadores, dependia da técnica refinada de seu melhor meio campista, Mariano Donda. Até de forma surpreendente o Tomba conseguiu o 3º lugar, terminando a frente de times que continham elencos mais fortalecidos e experientes.
Em 4º lugar, o Olimpo conseguiu o improvável, que era conseguir se manter na primeira divisão em sua temporada de estreia, mesmo sem um investimento mais forte. Não bastasse isso, o time conseguiu a proeza de não disputar sequer a repescagem, justificando a boa participação. Bons nomes não faltaram, como Martín Rolle e Ezequiel Maggiolo, responsáveis pelo ataque.
O Argentinos Jrs., mais um time argentino eliminado logo na fase de grupo da Libertadores, mostrou que o empate contra o Fluminense na estreia da competição continental não fora acidente. Apesar das falhas, o goleiro Gastón Navarro foi importante. No meio campo, o destaque ficou por conta de Néstor Ortigoza e Mauro Bogado, enquanto Juan Ignacio Mercier, que havia brilhado no Clausura passado, não repetiu o bom futebol. O baixinho Franco Niell seguiu marcando seus golzinhos (inclusive de cabeça), mas o paraguaio Santiago Salcedo não repetiu o bom desempenho dos tempos de Cerro Porteño, e por vezes foi sacado para a entrada de Gustavo Oberman.
Atual campeão da sul-americana, o Independiente se recuperou da traumática temporada passada, e terminou na sexta colocação. Contando ainda com jogadores experientes, como o capitão Eduardo Tuzzio e o lateral esquerdo Lucas Mareque, o Rojo terminou a temporada em alta, com jogadores como Hilario Gabbarini na seleção argentina que disputava amistosos, e o atacante Facundo Parra com sondagens de alguns times da europa. O meia Matias Defederico, ex-Corinthians, não fez uma temporada de encher os olhos, e teve sua volta solicitada pelo time brasileiro.
No campeonato que marcou a despedida de Martin Palermo, o Boca Juniors contou com a aparição de muitos jogadores jovens, e de qualidade. Alguns, como Lucas Viatri e Pablo Mouche já eram conhecidos, mas outros como Christian Chávez, explodiram apenas nesse campeonato, apesar de já fazerem parte das seleções de base. Curiosamente, Chávez só apareceu no time após a venda do incansável chileno Gary Medel, que se mudou para Sevilla. Os jogadores contratados do Banfield, o meia Walter Erviti e o goleiro Christian Lucchetti, não deram a resposta esperada, especialmente o segundo. Como Lucchetti não agradou, o time voltou a apostar no inconstante Javi García, que novamente não foi bem. Outro problema encontrado pelo Boca foram os poucos jogos disputados por Riquelme, que seguidamente sofria algum problema de lesão.
O Banfield, que como já foi mencionado, perdeu dois jogadores importantes para o Boca Juniors, curiosamente encontrou um substituto para o gol. Enrique Bologna foi peça importante em muitos jogos, tendo marcado um gol de pênalti no clássico contra o Lanús. No meio campo, para o lugar de Walter Erviti, a solução foi mais difícil. O jeito foi mudar um pouco a forma de jogar e incluir Jonatan Gómez no time, se juntando à Maximiliano Bustos na meia cancha. O ataque não foi reforçado eficaciamente, com o time apostando no paraguaio Jorge Achucarro. Além deles, jogadores jovens, como Nicolás Tagliafico e Facundo Ferreyra foram ganhando espaço após retornar das seleções de base, e voltaram acrescentando na defesa e ataque, respectivamente.
A temporada do River Plate já foi devidamente comentada, o rebaixamento inclusive. Apesar disso, o Clausura não foi tão ruim para os Millionarios, que encerraram a participação em 10º. Porém, é sempre bom lembrar que a partir da metade do campeonato o time caiu de produção, contando com falhas defensivas e o pouco aproveitamento nos jogos em casa, sendo o time com mais empates no Clausura. Os problemas começaram no gol, onde nem o jovem Leandro Chichizola, nem o experiente Juan Pablo Carrizo deram conta do recado. Junta-se a isso a defesa fraca, com o zagueiro Alexis Ferrero como capitão na reta final, e o rodízio de atletas promovido pelo treinador J.J. López, que sacava atletas sem nenhum critério, assim como os incluia de volta. A raça de Matias Almeyda e o talento de Erik Lamela não foram suficientes, até porque o esquema de jogo sacrificava o último. Na frente, Mariano Pavone, Leandro Caruso e Funes Mori passavam jogos sem ter chances de gol, devido a forma da equipe atuar. O campeonato pode não ter sido ruim pela colocação, mas o River teve motivo de sobras para acreditar que essa temporada foi "determinante" para o rebaixamento.
Em décimo lugar, o Arsenal de Sarandi não mostrou a força dos últimos anos, nem em seu estádio, sempre marcado pela pressão dos torcedores no adversário. Seguindo na tabela, Tigre e All Boys, que conseguiram se livrar do rebaixamento na média geral. O Tigre contava com o experiente lateral espanhol Pernía, que jogou inclusive a Copa de 2006 como titular, além de contar com o artilheiro do Clausura, o atacante Dennis Stracqualursi, que marcou 11 gols. O All Boys começou a temporada disposto a levar o veterano Ariel Ortega, emprestado pelo River Plate, a redenção, após inúmeros problemas extracampo. Além de não conseguir recuperá-lo o time rescindiu seu contrato logo após o término da competição. O destaque ficou com a constante briga contra a balança do atacante Cristian Fabbiani, curiosamente, mais um ex-River Plate.
Seguindo pela tabela, três times que poderiam ter almejado algo mais na tabela.
O atual campeão Estudiantes não demonstrou nem sombra do futebol do campeonato passado, não vencendo o River Plate em casa, e tomando 4-0 do Vélez em seus domínios. A temporada de Verón foi quase uma nulidade, apesar do início bom. Outros jogadores não demonstaram o futebol de outrora, como Gata Fernández e German Re. Em compensação, a temporada boa de dois jogadores valeu uma transferência para o futebol europeu: Enzo Perez foi para o Benfica, enquanto Federico Fernández foi atuar no Napoli. Outro a fazer um bom campeonato foi Rodrigo Braña.
O San Lorenzo, um time pouco comentado, também tinha jogadores com enorme rodagem, sendo um deles ídolo de passagem antiga: Leandro Romagnoli, ex-Sporting-POR, retornou ao clube onde foi campeão no início da década passada, mas a genialidade não foi a mesma. Apesar de contar com a ótima companhia do paraguaio Aureliano Torres, o camisa 10 não fez uma temporada regular. Outro jogador com passagem pelo futebol europeu, Juan Menseguez foi aquele jogador de sempre. Muita velocidade, disposição e alguns gols na temporada. Diego Placente, que por vezes atuou como um ala pela esquerda, foi um dos, mais pelo apoio, obviamente.

O Racing de Avellaneda, começou bem o campeonato, embalado pelas ótimas atuações de Gabriel Hauche e Giovanni Moreno, esse último, com propostas do futebol europeu. Aos poucos porém, os jogadores foram caindo de produção, e outros tiveram de chamar a responsabilidade. Com isso, surgiram mais dois jogadores já testados na seleção argentina local: Claudio Yacob, capitão da seleção em um amistoso, e o ala Iván Pillud, com liberdade para atuar onde bem entende por aquela faixa do campo. As chegadas dos irmãos Franco e Bruno Zuculini, não reforçaram o toque de bola, como se esperava. No campeonato, o time se manteve através de lampejos de algum deles, mas o 15º lugar acabou sendo pouco pelo potencial do time, formado por muitos jogadores jovens.
Colón, Quilmes, Gimnasia, Newell's e Huracán fecharam a tabela. Curiosamente, dessas cinco equipes, Quilmes, Gimnasia e Huracán acabaram rebaixadas pela média geral nas últimas temporadas. O Huracán foi o pior absoluto, perdendo 12 dos 19 jogos, e tendo sofrido 44 gols. O Quilmes até esboçou uma reação, mas acordou de forma tardia. Já o Gimnasia caiu de forma trágica, tendo sofrido o gol que o levou a disputa da repescagem aos 48 minutos do segundo tempo no jogo contra o Boca Juniors. Nem o talento do experientíssimo e vencedor Guillermo Barros Schelotto foi capaz de salvar o time do rebaixamento, após dois jogos disputados contra o San Martín.
O outro time a conseguir o acesso foi o Belgrano, após vencer o River Plate em casa por 2-0 e segurar o 1-1 no Monumental, conseguindo o acesso histórico. Os dois times a conseguirem acesso direto ao Apertura são Atlético Rafaela e Unión.

domingo, 3 de julho de 2011

Albiceleste apenas empata com a Bolívia na estreia

Após uma bela cerimônia de abertura, era esperada a Seleção anfitriã para enfrentar a pouco falada Bolívia. Um bom futebol não foi mostrado nos amistosos, mas a torcida esperava que os 22 dias de treinamento fizessem efeito. E não fez. Os mesmos problemas dos amistosos ficaram evidentes nesse jogo contra a Bolívia. A falta de armação de jogadas é um dos problemas. Sérgio Batista quer jogar como o Barcelona, mas Cambiasso e Banega não tem a mesma qualidade de passe de Xavi e Iniesta, logo Messi teve de armar e foi mal.

O jogo começou com a Argentina pressionando, entusiasmada pela torcida. Mas criava e, consequentemente, concluía pouco. A Bolívia jogava fechada e muito bem armada pelo técnico Gustavo Quinteros que merece elogios. Os Verdes anularam
Messi que teve o papel de armar o jogo, logo a Argentina teve de jogar com bolas para a área. Sem contar os chutões que Marcelo Moreno matava e criava chances em contra-ataques para a Seleção de Evo Morales.

No Intervalo, Batista tirou Cambiasso e colocou Dí María, abrindo a intermediária de defesa Albiceleste e demostrando nervosismo e ansiedade. Aos 2 minutos, em um escanteio isolado, Edivaldo Rojas tocou de calcanhar e marcou, após falha no domínio de Banega. A partir desse momento a Argentina se desesperou. A Bolívia teve uma chance de matar o jogo com Marcelo Moreno em um contra-ataque, mas parou em Romero. Cambiasso e Burdisso, por exemplo, apareceram mais de duas vezes na área e somente com a entrada de Aguero, aos 25 do segundo tempo no lugar de Lavezzi, a seleção melhorou. Aguerro chamou a responsabilidade e criou várias
jogadas pela ponta direita de ataque.
Aos 30 minutos, Kun Aguero marcou um belo gol. Dí María colocou na área, Burdisso (zagueiro) dominou de peito para Aguero que pegou de primeira na caída, no ângulo. A partir daí só deu Argentina, mas sem organização.

Por fim, chegamos a conclusão que a Seleção deve mudar o esquema ou a sua atitude. Com Cambiasso e Banega armando não dá mais. Aguero e Pastore seriam ótimas opções. Tévez e Messi foram mal. Lionel principalmente por jogar armando o time e não como um falso "9". Mas, provavelmente, a Argentina jogará mais quando tiver espaço. Contra a Bolívia que veio muito bem fechada não foi bem, contra um time de maior expressão ainda não sabemos.



sexta-feira, 1 de julho de 2011

Primeiro rival: Bolívia

Marcelo Moreno: a maior esperança boliviana
   Primeiro adversário da seleção da casa na Copa América, a Bolívia espera estragar a festa argentina, fazendo mais uma boa estreia, assim como nas últimas edições. Com poucos jogadores que atuam no exterior, o técnico Gustavo Quinteros espera fazer um laboratório visando as eliminatórias, e caso a missão seja bem sucedida, se classificar como um dos melhores terceiros colocados. Detentora de um título na história (1963), a seleção boliviana não faz uma boa campanha desde os tempos de Etcheverry e Baldivieso, que abandonaram a seleção há mais ou menos dez anos.
   Os jogadores de maior destaque são Marcelo Moreno, atacante ex-Cruzeiro e Ronald Raldes, zagueiro que atua no Colón da Argentina, deve inclusive ser o capitão. Para estreia o time deve jogar fechado, contando com a velocidade de Juan Arce, ex-Corinthians e os chutes de longa distância desferidos por Ronald Garcia, o jogador com mais recurso técnico no meio campo, apesar de não ser um camisa 10 de origem. Caso Arce não jogue, a seleção boliviana ganhará em toque de bola, com a inclusão de Joselito Vaca, meia de boa técnica, e apesar dos 30 anos, com larga experiência no futebol sul-americano.
   Alguns jogadores que participaram do jogo do 6-1 contra essa mesma Argentina pelas eliminatórias da Copa 2010 ficaram de fora, como Alex da Rosa, Abdon e Leonel Reyes, além do atacante Botero. O goleiro Carlos Arias, que falhou no gol argentino na ocasião, marcado por Lucho González, segue na meta, mas tem a sombra do experiente Sergio Galarza, goleiro titular na Copa América da Venezuela, em 2007. Além da Argentina, a Bolívia terá Colômbia e Costa Rica como adversários na primeira fase. Abaixo o provável time base para competição:
 
   Carlos Arias; Miguel Hoyos, Ronald Raldes, Ronald Rivero, Luís Gutierrez; Walter Flores, Jhasmani Campos, Rudy Cardozo, Ronald Garcia, Joselito Vaca (Juan Carlos Arce); Marcelo Moreno.

terça-feira, 28 de junho de 2011

River apenas empata com o Belgrano em casa e vai para a Nacional B




Histórico. Nunca na rica história do River Plate com 110 anos havia um "foi rebaixado" e, a partir de Domingo, isso existe. 34 Campeonatos Argentinos, duas Libertadores, um Mundial. Uma péssima gestão conseguiu encadear nesse rebaixamento, difícil de ocorrer pela fórmula do Campeonato Argentino que analisa as três últimas médias. J.J López também tem a sua parcela de culpa,
pois quando o time estava brigando pelo título do Clausura, falou que estava salvo do rebaixamento. Consequentemente, o time relaxou e a consequência saiu nesse Domingo. O rebaixamento e a sua demissão.

O jogo começou quente. Aos 4 minutos o Belgrano teve um gol anulado e bem anulado. Aos 5 Pavone dominou, girou e bateu no canto. O estádio veio abaixo. O time se empolgou e teve um pênalti claro não marcado sobre Caruso. Depois disso o time esfriou, a pressão também e o River viu brilhar a estrela de Vázquez. O meia-atacante do Belgrano organizava os contra-ataques do time de Córdoba com perfeição. Em momentos lembrava o Paulo Henrique Ganso. O River continuava na raça, o que não faltava para os piratas de Córdoba. Raça por raça o jogo continuava igual.

Segundo Tempo permaneceu igual até os 16 minutos, onde, em um lance de puro azar (bate-reba
te entre Ferrero e Díaz), Farré aproveitou e deixou o placar igualado. Nesse momento o
River entrou em um desespero maior que de antes, pois precisava de mais dois gols.
5 minutos depois, Pezotta marcou pênalti inexistente de Tavio em Caruso. Pavone na bola e toda a torcida junto. Pavone bateu forte e Olave encaixou. A partir daí o River não foi mais o mesmo. Sem culpar o Pavone mas esse foi o lance do jogo. Vázquez e Pereyra seguravam a bola
na frente, o River vinha com tudo, mas não deu. No fim, o que infelizmente já era esperado, ocorreu. Vândalos depredaram o Monumental de Núñez, carros e lojas próximas ao
estádio. Outros cantaram mostrando apoio. Uma das faixas dizia "Pasión sin división" mostran
do que era esperada essa queda.

Por fim temos que parabenizar o Belgrano que jogou muito e sua torcida que soube torcer. Ao River basta darmos forças para uma queda que, é difícil de entender, mas tem o seu lado positivo. Talvez, agora o Sr. Daniel Passarella perceberá que o time precisa de investimentos mesmo com as dívidas. Que a
torcida entenda e continue firme.












Detalhe: Matías Almeyda se aposentou e assumiu o cargo de técnico do River para a Nacional B, já que J.J López colocou o seu cargo a disposição. Rumores apontam que o River está atrás de Cavenaghi, essa e
outras infomações você encontra no @AlbicelesteBR , o nosso Twitter.


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Elenco albiceleste para a Copa América 2011


A Pré-lista já havia saído com 26 nomes, agora temos 23, em definitivo. Não tem mais volta. São esses os jogadores que servirão a Seleção Argentina na guerra, mais conhecida como Copa América 2011. Onde a Argentina é anfitriã e, por isso, é muito cobrada.

Três guerreiros foram cortados. Eles são: Monzón (lateral-esquerdo do Boca), Valeri (volante/meia do Lanús) e Enzo Pérez (meia recém contratado pelo Benfica). Nenhuma surpresa. Agora, com os soldados já a postos nas suas devidas posições, fizemos uma tabela com todas as suas características. Veja com os seus próprios olhos se a Seleção Argentina está ou não bem servida para esta Copa América.

Time base para a Copa América 2011: Carrizo, Zanetti, Milito, Pareja e Rojo; Mascherano, Cambiasso e Gago/Pastore/Di Maria; Messi, Lavezzi/Aguero e Tévez.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

River perde por 2 a 0 para o Belgrano, na Promoción 2011


O que era apenas um fantasma que aparecia nos sonhos dos mais pessimistas torcedores do River Plate, se transformou em realidade. "O fantasma da Promoción" convive com os hinchas Milionários a partir do dia 18, quando o River perdeu em casa para o Lanús por 2 a 1.

Poucos no estádio Monumental de Núñez ficaram desesperados após essa derrota. Todos sabiam que havia a "Promoción", uma espécie de repescagem onde o 18º enfrenta o 3º da Nacional B e o 17º, no caso, o River Plate enfrenta o 4º da "Segundona" argentina. O 4º lugar da Nacional B era um time de não muitos títulos, mas de muita torcida e "tradicional", o Belgrano de Córdoba. Nada que preocupasse os hinchas do River que acreditavam no "peso da camisa".

O jogo começou no Gigante de Alberdi, 25 mil lugares ocupados pelos "piratas",
apelido dos torcedores do Belgrano, e 3 mil para os Milionários. Todos ocupados. O Belgrano entrou em campo para ganhar, o que surpreendeu os jogadores do River que, visivelmente, pensavam que o time de Córdoba entraria retrancado. Até aos 22 minutos o jogo estava equilibrado, com as duas equipes criando chances de gol. Aos 23 Román, infantilmente, colocou a mão na bola. Depois de muita reclamação, Mansanelli soltou o canudo e marcou de pênalti. A partir daí, a bola começou a queimar nos pés dos jogadores do River. Menos nos de Lamela que foi o único que "se salvou" das "cornetas" da torcida e do "Olé", onde recebeu nota 5.

Já no Segundo Tempo, J.J López ao invés de "acordar" o se time, acabou colocando eles para dormir. Logo aos 4 minutos, Pereyra aproveitou uma bela jogada ensaiada do time de Ricardo Zielinski e, de carrinho, colocou para as redes. Aos 7 minutos, torcedores do River Plate entraram em campo, encapuzados, para cobrar dos jogadores (principalmente Román que fez o pênati, no primeiro tempo) uma melhor postura. Depois de 20 minutos parado, o jogo recomeçou e a postura dos jogadores do River mudou. Começaram a jogar como time grande e atacar. Não sei se foi pela pressão ou por extinto. Mas, aos poucos o time foi perdendo o ímpeto ofensivo e, por fim, ficou dependendo de Funes Mori que, merecidamente, ganhou nota 2 do Olé.

Agora o River joga domingo a sua vida e os seus 110 anos de tradição sem nunca cair para a Nacional B. O fantasma da Promoción já virou uma realidade e o fantasma do rebaixamento se tornará também?

Torcedores do River Plate, encapuzados, invadem o gramado.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Vélez faz a sua parte, Lanús vacila e Vélez se torna o campeão do Clausura 2011


O que era possível, mas pouco provável se tornou um sonho para os hinchas do Vélez e um pesadelo para os grenás, torcedores do Lanús. Em um domingo muito típico, pouco foi falado antes e muito também falado depois da rodada. Poucos imaginavam o improvável. Redes de televisão esportivas prometiam uma grande cobertura para a última rodada do Clausura 2011, mas pensaram pouco na penúltima.

Nesse domingo incomum que deu o título ao Vélez, a rodada começou às 14:00 com o jogo de Vélez e Huracán. O primeiro tempo foi chato, com uma leve vantagem ao Fortín. No segundo tempo, Santiago Silva, aos 6 minutos deixou os torcedores do Vélez que acompanhavam o jogo no José Amalfitani em um telão, alegres. De cabeça, El Tanque calou a boca dos críticos após ter perdido aquele pênalti que levaria o Vélez para a final da Libertadores diante do Santos. O Huracán, no fim do jogo, apostou no "tudo ou nada" e acabou ficando com o nada. Graças a um contra-ataque puxado por Ricky Alvarez que só foi parado dentro da área. Pênalti que foi covertido pelo Mago Ramírez, aos 47 do segundo tempo e que concretizou a vitória do time de Liniers.


Mais tarde, às 18:00, Lanús e Argentinos Juniors se enfrentariam. Para o Lanús valia a permanência na briga pelo título, já para o Argentinos Juniors uma possível vaga na Sul-Americana. O primeiro tempo foi de igualadde, chances de gol para as duas equipes. No segundo tempo, o gol de Blandi, aos 12 minutos, deixou a equipe grená nervosa e irreconhecível. Não apresentando o mesmo futebol desse Clausura, com Valeri e Camoranesi mal em campo. Após o fim de jogo, os torcedores do Vélez que permaneceram no José Amalfitani secando o coadjuvante ao título, fizeram a festa.
Foi o oitava título argentino da história do Vélez (Nacional 1968, Clausura 1993, 1996, 1998, 2005, 2009 e 2011 e Apertura 1995). Pena que o time, provavelmente, não manterá a base. Ricky Alvarez é apenas um que tem propostas...

Canteros e Razzotti entraram na brincadeira de pintar o cabelo para comemorar o título

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Palermo se despede da Bombonera; Boca empata

Era para ter sido mais um jogo normal, valendo três pontos, com a possibilidade de recolocar o Boca Juniors na disputa da Sul-americana do próximo ano. Mas não foi. E por uma razão, que atende por nome de Martín Palermo. Ou quem sabe "Titan", como carinhosamente é chamado pelos torcedores boquenses. O experiente atacante faria seu penúltimo jogo pelo Boca, e seu último na Bombonera de forma oficial.
Antes do jogo, mais de cinco mil torcedores emocionados acompanharam o deslocamento do ônibus do time a caminho da Bombonera. Ninguém queria ficar de fora daquele momento certamente marcante a todos os hinchas do clube, e à Palermo, obviamente.
Na entrada em campo, muita festa. Faixas ao atacante foram desdobradas, imagens do jogador reveladas por alguns torcedores, que não conseguiam conter as lágrimas. Em uma noite tão especial, ninguém poderia faltar. Nem ele. Diego Maradona e família se fizeram presentes ao jogo, demonstrando o carinho do Pibe pelo atacante.
Dentro de campo, o time contava com o retorno de Juan Román Riquelme, mais um ídolo recente do torcedor do Boca. Riquelme seria o responsável por abastecer Palermo, que não poderia terminar a noite sem fazer um golzinho. O maestro foi responsável por colocar o meia Erviti, ex-Banfield, no banco de reservas.
Embalados pelo fator Palermo, o Boca começou o jogo em cima, mas encontrava uma barreira pela frente: o goleiro Bologna. Em pelo menos três vezes no primeiro tempo, o goleiro salvou o que seria o gol dos donos da casa. Vale ressaltar que Riquelme também perdeu duas boas chances, após um certo preciosismo em suas finalizações. Diego Maradona foi flagrado desesperado após uma belíssima defesa de Bologna em chute de Palermo. Pouco tempo depois, o camisa 9, que tinha o número em cor ouro no uniforme, bateu de fora da área à direita do gol. A Bombonera explodiu em lamentação. Apesar disso, aplausos e gritos a Martín. Os poucos lances de perigo do Banfield no primeiro tempo foram de Jonathan Gómez, que tentava de forma isolada assustar Lucchetti. Outra boa peça do time visitante foram os avanços constantes do lateral Toledo. O primeiro tempo se encerrava, e o marcador persistia 0-0.
O segundo tempo começou como no primeiro, com os xeneizes tendo a posse de bola. Logo a dois minutos o time conseguiu o gol através de Colazo, aproveitando rebote de Bologna. Apesar do gol sofrido, o Banfield continuou jogando da mesma forma, fechadinho, mas quando saía levava perigo. O Boca perdeu uma boa chance com Mouche, que poderia ter rolado a bola para Palermo, mas chutou sobre o gol. Aos poucos o Boca foi largando do jogo, e o Banfield se soltava, até que o jovem atacante Facundo Ferreyra empatou de cabeça, se aproveitando de uma falha de Lucchetti. E poderia ter sido ainda pior. O paraguaio Jorge Achucarro chegou a fazer o 2-1 para os visitantes, mas o auxiliar acertadamente assinalou o impedimento. Ao final de jogo, nada de cobranças, de torcedores deixando as dependências do estádio. Todos ficaram em seu lugar cantando, enaltecendo os feitos de Martín Palermo, lhe entregando faixas, uma capa de super heroi, entre outras. Os seus familiares entraram em campo, deram seus relatos, e o sempre frio Palermo não segurou o choro. Lágrimas de quem fez muito pelo Boca, de quem conseguiu ser o maior artilheiro da história do clube.
O extrovertido Diego Maradona afirmou que "não haverá ninguém como Palermo, que seus feitos ficarão sempre associados ao Boca". Nem o até certo ponto desafeto Riquelme se conteve, e reverenciou de forma humilde, como fora um garoto. Após uma volta olímpica, o jogador foi presenteado com as traves da Bombonera. Um espaço que ele conhece como ninguém. Um lugar íntimo de um centroavante de seu quilate...



River Plate empata mais uma vez

   Mesmo enfrentando um Estudiantes muito modificado, o River Plate não passou de um empate por 1-1, em jogo disputado em Quilmes.
   O River Plate foi a campo com apenas um atacante (Leandro Caruso), e apostava na aproximação dos meias, que não fazem uma temporada regular. Na partida de ontem, J.J. López optou por Lanzini ao lado de Lamela. No banco de reservas, o treinador contava com boas opções para a parte ofensiva, como Rogelio Funes Mori e Mariano Pavone, que entraram no decorrer do jogo. O Pincha não contava com jogadores importantes para esta partida, como o meia Juan Sebastian Verón, o atacante Gastón Fernández e o zagueiro Federico Fernández.
   O primeiro tempo foi sonolento, sem chances mais concretas de gol. Os destaques ficaram por conta da pressão do torcedor local ao goleiro Juan Pablo Carrizo, que não vive boa fase nos Millionarios. Esses mesmos torcedores entoavam cânticos relacionados ao possível rebaixamento do River Plate, que contou mais uma vez com uma boa representação por parte de seus torcedores.
   O segundo tempo começou elétrico, com o River Plate abrindo o placar logo aos dois minutos, com um golaço do lateral/ala direito Paulo Ferrari. O jogador acertou o ângulo do goleiro Orión após um bonito chute de fora da área. Porém, seis minutos mais tarde veio o troco. O zagueiro Saluyte empatou o jogo de cabeça para o Estudiantes, na única maneira em que o time poderia chegar ao gol, tamanha falta de capacidade para criação de jogadas.
   No restante do jogo, se viu um River Plate visivelmente nervoso, e com falta de qualidade nas jogadas contra um Estudiantes até certo ponto jogando em seu limite, mas sentindo demais os desfalques. Apesar da entrada dos dois jogadores que começaram no banco de reservas, o único lance em que algum deles teve chance de colocar o River Plate novamente em vantagem foi perdido por Funes Mori, que ao invés de finalizar resolveu simular um pênalti.
   O empate é ruim para o River Plate, que ainda corre risco de disputar a promoción. Seus "concorrentes" mais fortes para este posto são Tigre e Olimpo. Em caso de empate em número de pontos, será disputado um triangular, onde o perdedor terá de disputar uma vaga na primeira divisão com um time da segunda divisão.

domingo, 5 de junho de 2011

Argentina dá novo vexame, e perde para Polônia

   Quatro dias após perder para Nigéria pelo placar de 4-1, a Argentina voltou a perder, desta vez para Polônia.  Muito alterada em relação à seleção que havia entrado em campo na quarta-feira, o técnico Sergio Batista continuou seu pensamento de observar o máximo de jogadores possível, já visando a Copa América do mês que vem. Mas desses dois jogos, o treinador certamente teve mais dúvidas do que certezas. Assim como no último amistoso, a defesa argentina foi mal demais na partida, especialmente no primeiro tempo.
   A seleção polonesa começou o jogo pressionando, com um bom toque de bola e boas jogadas em velocidade pelos lados do campo, especialmente com Grosicki e Blazczykowski. Sem conseguir passar do meio campo, a Argentina parecia não ter digerido bem a derrota no meio da semana. Aos 26 minutos, enfim a Polônia transformou tamanho domínio em gol. Adrian Mierzejewski aproveitou a falha do zagueiro Federico Fazio, que foi enganado pelo quique da bola, e chutou no canto esquerdo de Gabbarini. O restante do primeiro tempo foi de controle dos donos da casa. A Argentina assustou apenas em uma jogada de Cristaldo pelo lado direito, que encontrou Marco Rúben na área. O atacante do Villarreal girou, e deu um toquinho por cima de Szczesny, mas o zagueiro polonês salvou o que seria o empate, dando um carrinho por sobre a linha de gol.
   No segundo tempo, Batista alterou o time, colocando Belluschi, peça chave da temporada espetacular do Porto. Sua entrada deu mais qualidade ao time, e logo a um minuto a seleção chegou ao empate, através de Rúben. O atacante se aproveitou de um passe do zagueiro Musacchio (seu companheiro no Villarreal) e girou na área, chutando forte e no meio do gol, não dando chance ao goleiro. O gol pareceu fazer bem a seleção, que conseguia ter mais a posse de bola, e não deixava a sua defesa sendo pressionada a todo momento. Mas aos 22 minutos a Polônia ficou novamente a frente do placar, gol de Pawel Brozek, que se aproveitou de mais uma falha na zona esquerda de defesa argentina e encobriu Gabbarini. Mesmo com as entradas de Formica e Gaitán, o placar não foi mais alterado.
   Apesar de não ser a seleção principal, o técnico Sergio Batista já passa a sofrer contestações de todos os lados. Elas variam do presidente da AFA, Julio Grondona, que não gosta de tantos amistosos com jogadores que não sejam as "primeiras opções no elenco" e dos torcedores, que não gostam de tantas experiências na seleção, pois alguns jogadores não teriam capacidade para vestir a camisa albiceleste. O clima não é dos melhores...

sábado, 4 de junho de 2011

Vélez vence de virada, mas está eliminado da Libertadores

Santiago Silva após ter escorregado e perdido o pênalti
O resultado de 2 a 1, em casa e de virada, não foi o bastante para levar o Vélez a final da Libertadores diante do Santos. Realmente, o jogo foi técnica X tática e raça. Não que o Vélez não teve raça, muito pelo contrário. O Fortín saiu atrás do placar, virou e só não fez 3 a 1 e, consequentemente, se classificou por causa de um "escorregão".

No primeiro tempo, o Peñarol começou melhor. Martinuccio, após grande jogada, ficou de frente com Barovero que se saiu melhor. Negro, como é conhecido Martinuccio, fez novamente uma bela jogada e deixou Mier na cara do gol. Mier bateu na saída de Barovero e marcou. O Vélez foi para o "tudo ou nada" já que devia fazer 3 gols. Martínez marcou, mas a arbitragem marcou impedimento, incorretamente. Aos 45 minutos a esperança do torcedor do Vélez se reacendeu. Morález colocou a bola desviou, Sosa rebateu e Tobio marcou. O Vélez foi para o Intervalo entusiasmado, o Peñarol nervoso.

O segundo tempo começou com o Vélez pressionando, mas quem teve a principal oportunidade foi o Peñarol aos 22 minutos. Martinuccio, sempre ele, fez uma baita jogada e deixou Olivera livre. O atacante isolou e, no contra-ataque, após escorada de Martínez o futuro vilão Santiago Silva chutou cruzado e marcou. No minuto seguinte o zagueiro Ortiz foi expulso, após receber seu segundo amarelo na partida. O Vélez não se abalou e continuou atacando e, aos 32 minutos, Santiago Silva teve a bola no jogo em seus pés, literalmente. Martínez lutou pela direita e ia dando um belo drible no Dário Rodríguez, quando o uruguaio tocou com a mão na bola dentro da área. Pênalti. Santiago Silva escorregou e bateu por cima. Um escorregão que custou a vaga na final. A partir do pênalti perdido, o Vélez sentiu e não pressionou do mesmo modo de antes.

Só temos a agradecer ao Peñarol e ao Vélez Sarsfield por ocasionarem esse baita jogo para nós, amantes do futebol. O Vélez se volta para o Clausura onde perdeu sua vantagem de 5 pontos. O Peñarol aposta todas as suas fichas na final Libertadores, nesse renascimento do futebol uruguaio.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Argentina é derrotada pela Nigéria

   Em jogo que poderia valer como revanche da derrota sofrida na Copa do Mundo, Nigéria e Argentina se enfrentaram em Abuja, capital da Nigéria. A seleção africana conseguiu um resultado inesperado, vencendo a partida pelo placar de 4-1, vingando a derrota de um ano atrás. Bom lembrar que nessa partida, nenhum dos jogadores de mais renome internacional atuaram pela seleção visitante.
   Com uma seleção relativamente nova, mas que contava com muitos jogadores que atuam no futebol europeu, a Argentina até começou mantendo a bola, apesar de errar muitos passes. Soma-se a isso o gol nigeriano marcado logo aos 9 minutos, através de Ike Uche, atacante do Zaragoza-ESP. Após jogada de Efe Ambrose pela direita, a bola chegou à ele, que chutou de canhota. A bola desviou no zagueiro Ezequiel Garay, e tirou qualquer chance de defesa do goleiro Adrián Gabbarini.
   A partir desse lance, a seleção albiceleste pareceu desmoronar emocionalmente no gramado, pois era totalmente sufocada pela Nigéria, a ponto de tomar o segundo gol logo aos 24 minutos do primeiro tempo. Em lance duvidoso é verdade. Federico Fazio dividiu uma bola com o atacante Victor Anichebe na grande área e o árbitro apontou para a cal, alegando um empurrão do zagueiro do Sevilla. Nsofor Obinna cobrou forte no canto direito de Gabbarini, que quase defendeu. E teve mais...
   Aos 34 minutos, após uma cobrança de escanteio errada, Obinna recuperou a bola pelo lado esquerdo de ataque nigeriano, completamente livre. Ele esperou o momento certo para passá-la para Taiwo, que cruzou na cabeça de Uche, totalmente sozinho na pequena área. Mesmo baixinho, o atacante cabeceou já quase debaixo das traves para o fundo das redes, levando o torcedor local ao êxtase. 3-0 apenas no primeiro tempo.
   Se esperava uma atitude diferente na segunda etapa, mas isso não se confirmou. Pelo contrário. A Nigéria seguiu pressionando, criando pelo menos duas chances em menos de cinco minutos. Aos 8 minutos, após mais uma jogada oriunda pelo lado esquerdo de defesa argentina, a Nigéria chegou a seu gol final. Um lançamento longo encontrou Emmanuel Emenike, que teve calma para concluir, encobrindo Gabbarini. O detalhe foi a total desatenção da defesa, com um buraco enorme entre o zagueiro e o lateral esquerdo. A partir daí, a seleção nigeriana preferiu administrar a partida, não se jogando mais ao ataque. Apesar disso, continuava levando perigo, até pela péssima atuação do sistema defensivo albiceleste.
   Aos 53 minutos, a Argentina conseguiu descontar. Após um tempo de acréscimo totalmente sem sentido, -até pela circunstância do jogo-, e de um pênalti pessimamente marcado no primeiro tempo, o árbitro local deu seu show final: um "toque de mão" do jogador nigeriano que possivelmente só ela tenha visto. Mauro Boselli cobrou no meio do gol e diminuiu o vexame para 4-1.
   A seleção volta a campo no domingo, quando enfrentará a Polônia em Varsóvia. Um novo resultado ruim certamente colocará o técnico Sergio Batista sobre pressão, por parte da mídia e da torcida, que veem a Copa América como uma chance de retornar ao topo do futebol sul-americano.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Convocação da pré-lista da Seleção Argentina para a Copa América



Depois de uma hora e meia de atraso do previsto, a espera de torcedores e jornalistas valeu a pena. Sérgio Batista divulgou a pré-lista da Seleção Argentina com bons nomes e com poucas surpresas. Entre as surpresas está Carlitos Tévez (foto acima), o jogador do povo. Essa convocação, mostra que ele e o Checho Batista fizeram mesmo "as pazes" como relatavam alguns periodistas argentinos.

As outras surpresas ficaram por conta da convocação do meia Valeri, jogador do Lanús, que teve uma boa atuação contra o Paraguai e do Monzón, lateral do Boca Juniors. O que não gostei foi a não convocação do lateral-esquerdo Emiliano Papa. Mas, ainda ocorrerão 4 baixas nessa listas. Sim, mais 4 cortes. Rojo, Biglia e Cambiasso ainda farão exames e terão um diagnóstico se podem, ou não, continuar no grupo para a disputa do ano. A Copa América.

Confira a pré-lista, de 26 convocados, de Sergio Batista:

Goleiros: Juan Pablo Carrizo (River Plate/ARG), Mariano Andujar (Catania/ITA) e Sergio Romero (AZ Alkmmar/HOL)

Defensores: Gabriel Milito (Barcelona), Ezequiel Garay (Real Madrid), Nicolás Burdisso e Javier Zanetti (Inter de Milão), Nicolás Pareja e Marcos Rojo (Spartak Moscou), Pablo Zabaleta (Manchester City) e Luciano Monzón (Boca Juniors).

Meio-campistas: Javier Mascherano (Barcelona/ESP), Esteban Cambiasso (Internazionale/ITA), Javier Pastore (Palermo/ITA), Fernando Gago (Real Madrid/ESP), Ever Banega (Valência/ESP), Diego Valeri (Lanús/ARG), Lucas Biglia (Anderlecht/BEL) e Enzo Pérez (Estudiantes/ARG).

Atacantes: Lionel Messi (Barcelona), Ángel Di María, Gonzalo Higuaín (Real Madrid), Sergio Agüero (Atlético de Madrid), Ezequiel Lavezzi (Napoli), Diego Milito (Inter de Milão) e Carlos Tevez (Manchester City).

terça-feira, 31 de maio de 2011

River Plate empata com o Olimpo e se complica

Jogando em Bahia Blanca e precisando desesperadamente de uma vitória, o River Plate não passou de um 0-0 contra o time da casa, em partida disputada neste último domingo. Porém, nem o adversário pode comemorar esse tropeço do tradicional time argentino, já que, apesar da ótima temporada que faz, o Olimpo é um dos candidatos mais fortes ao rebaixamento.
Apesar de estar em uma situação delicada na tabela, o River Plate não teve postura de quem quis realmente vencer o jogo. Em nenhum momento o time conseguiu pressionar de fato o adversário, que por característica não obtém bons resultados jogando dentro de seus domínios.
O primeiro tempo não teve grandes chances de gol, mas em compensação as disputas de bola eram ríspidas, como o bom e velho futebol argentino. No finalzinho do primeiro tempo, a melhor chance até o momento: Galván bateu uma falta em que tudo levava a crer que seria um cruzamento, mas a bola explodiu no poste do goleiro Carrizo, que não vive boa fase. No River Plate, Matías Almeyda e Erik Lamela foram os mais lúcidos em campo. O primeiro pela habitual raça e vontade nas divididas; já Lamela, que segundo notícias foi observado por um olheiro do Napoli, foi o solitário responsável pela aproximação a Leandro Caruso, que não teve chance de gol, e o máximo que conseguiu foi um cartão amarelo.
O segundo tempo seguiu sobre controle do Olimpo, que quase marcou através de Aguirre, após tentativa de encobrir Carrizo. Ao River Plate, faltou mais um companheiro a Lamela, que novamente ficou isolado demais nas jogadas de ataque. Isso que o técnico J.J. López contava com boas opções, como Lanzini e Buonanotte, no banco de reservas.
O resultado de 0-0 manteve o River Plate em 17º lugar na tabela de classificação, com média de 1,252 pontos. O primeiro time fora da promoção, justamente o Olimpo, está com média de 1,257 pontos. Faltando três rodadas, os jogos serão de vida ou morte para essas duas equipes. O River Plate encara ainda Colón (casa), Estudiantes (fora) e Lanús (casa). Já o Olimpo enfrenta ainda Arsenal (fora), Newell's Old Boys (casa) e Quilmes (fora).

sábado, 28 de maio de 2011

Vélez joga bem, mas perde para o tradicional Peñarol no Uruguai

A partida e, consequentemente, o resultado foram muito diferentes do jogo diante do Libertad em casa. Naquele jogo o Vélez, mesmo jogando mal, ganhou de 3 a 0 dos Repolleros. Neste jogo o Vélez jogou bem, mas a bola não entrou. Muitas vezes por méritos da defesa Aurinegra e outras vezes por deméritos e falta de criatividade do meio do Vélez.

No primeiro tempo, o Peñarol começou melhor. Depois de um tempo o Vélez entrou na partida. Mas Libertadores é Libertadores, já diria Ronaldinho Gaúcho. E em uma Libertadores qualquer descuido é fatal. Aos 44 minutos do primeiro tempo, Dário Rodríguez (foto acima) se antecipou e tocou de cabeça no canto. Era uma das poucas chegadas do Peñarol, que mostrou ser realmente um time "copeiro". Garra até acabar o jogo, com poucos jogadores técnicos e, com grande aproveitamento de jogadas, mesmo criando poucas.

No segundo tempo, praticamente só deu Vélez. Mas o time sentiu a falta do enganche Morález, que sentiu uma lesão, e não criava nada além de bolas altas para o Santiago Silva. Algumas deram certo, mas poucas. El Tanque brigou dentro da área, mas não teve uma bola limpa para marcar. O Peñarol jogava na base de "chutão" e correria dos atacantes mais velozes. Entre eles Martinuccio, pretendido pelo Palmeiras.

No jogo de volta, quinta-feira no José Amalfitani, o Vélez terá de vencer por 2 ou mais gols de diferença. Caso a partida termine 1 a 0 para o Vélez, o jogo irá para os pênaltis. Morález deve voltar de lesão.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Argentina vence o amistoso contra o Paraguai

   No amistoso realizado nesta quarta-feira, a Argentina venceu o Paraguai pelo placar de 4-2. O jogo serviu para o técnico Sergio Batista testar jogadores que atuam no país em preparação para a Copa América, que será realizada em pouco mais de um mês. Além disso, ela foi disputada para inaugurar o estádio Centenário, na cidade argentina de Resistencia. O público total foi de 25.000 pessoas.
   O goleiro Juan Pablo Carrizo, que vem falhando seguidamente na meta do River Plate disputou os 90 minutos, e não teve culpa nos gols adversários, oriundos de bola parada.
  A Argentina começou o jogo pressionando, contando com o constante apoio dos laterais Fabián Monzón e Iván Pillud, este último com extrema liberdade de apoio, exatamente como no seu time, o Racing. O jogador Gabriel Hauche, também do Racing, abriu o placar a favor da seleção albiceleste, justificando as propostas que vem do futebol europeu pelo seu futebol. Mas o gol se deve muito a bela jogada de Monzón, ultrapassando dois jogadores paraguaios, e cruzando na cabeça do baixinho Hauche. Aos 14 minutos, após cobrança de escanteio, Pablo Zeballos deixou tudo igual, se aproveitando de uma leve desvio em Pillud, que enganou Carrizo. Aí o futebol da Argentina começou a aparecer, com imensa participação dos meio campistas mais de defesa, como Cristian Chávez e Enzo Pérez.
   Outro jogador que tem seu futuro já acertado com o futebol europeu, o zagueiro Federico Fernández, que sairá do Estudiantes e se juntará ao Napoli-ITA ao final do Clausura, deixou a sua marca, após um bonito cabeceio, não dando chances ao goleiro paraguaio. Aos 36 minutos, ele marcou o gol do 2-1.
   Aos 44 minutos do primeiro tempo, o gol do desafogo. O lateral direito Ivan Pillud, do Racing, fez uma jogada brilhante pelo lado direito, deixando para trás dois marcadores, e cruzou rasteiro para Gabriel Hauche, que marcou seu segundo gol no jogo, aumentando assim seu prestígio junto ao treinador Sergio Batista. A vantagem estava consumada, restava administrá-la na segunda etapa.
   O segundo tempo começou com o técnico argentino mantendo a base, a fim de aprimorar o entrosamento.  Como o placar de 3-1 se manteve por um bom tempo, Batista teve tranqulidade para fazer as devidas mexidas. O jogo ganhou dramaticidade aos 20 minutos, quando Elvis Marecos deslocou Carrizo com um cabeceio para baixo, empurrando a bola para o fundo da rede. O placar foi consumado aos 28 minutos, quando Enzo Perez se aproveitou de uma confusão na grande área, e após a bola ter passado pelo goleiro, marcou o quarto gol argentino no jogo. Confira abaixo os gols da partida:

domingo, 22 de maio de 2011

River Plate tropeça em casa, com Carrizo falhando novamente

   Parecia que iria ocorrer tudo bem neste domingo. O River Plate se recuperaria na tabela, vencendo o San Lorenzo dentro de casa, e além de ter o torcedor ainda mais a seu lado, mostraria ao próprio elenco que é possível se manter na divisão especial. Isso estava acontecendo até os 27 minutos do segundo tempo, quando o goleiro Juan Pablo Carrizo falhou de forma bisonha, entregando o empate ao time de Almagro.
   O primeiro tempo de jogo foi fraco tecnicamente, em compensação, as disputas de bola eram ríspidas. Como o nome do árbitro já era contestado por parte do River Plate, o cenário de guerra estava formado. Por outro lado, o San Lorenzo. Apostando em jogadas de velocidade, principalmente com Juan Carlos Menseguez, o time foi empilhando escanteios, mas não conseguia aproveitá-los. Nem mesmo a bola parada e a técnica refinada de Leandro Romagnoli foram capazes de colocar o time na frente do placar.
   Já o River Plate não teve um grande destaque ofensivamente. Em um lampejo de genialidade, o meia Erik Lamela fez uma bela jogada pela esquerda, passando por dois jogadores, mas chutou no peito do goleiro Pablo Migliore. Aos 28 minutos, enfim o time Millionario saiu na frente do placar.
   Após um tiro de meta cobrado por Carrizo, Lamela fez uma bela triangulação com Leandro Caruso e Mariano Pavone. Esse último fez um drible no zagueiro e cruzou para a pequena área, onde Caruso, em posição duvidosa, tratou de mandar a bola para o fundo das redes. Mas com um toque bonito, de letra. Capaz de fazer comemorar até um torcedor ilustre: Valderrama, ex-meio campo da seleção colombiana. Não se sabe se era ele realmente, mas que parecia parecia...
   O segundo tempo era um reflexo do primeiro. Um jogo sem tantas chances de gol, mas muito brigado no meio campo. Com raríssimas chances de gol, a melhor criada pelo River Plate saiu após uma boa jogada de Roberto Pereyra pela meia esquerda, mas o goleiro Migliore salvou a bola que iria nos pés de Pavone, na grande área. Apesar de estar levemente melhor no jogo, o time da casa não conseguia decidir a parada.
   Com isso, Jonathan Ferrari arriscou de muito longe, a fim de ver se Carrizo havia se recuperado da falha no superclássico de domingo passado. E não é que deu certo! O goleiro defendeu de forma estranha, e a bola acabou o encobrindo de forma vergonhosa. Era o empate, e a perspectiva de um final eletrizante. Será que o possível Valderrama estaria ali para relembrar os bons tempos de René Higuita, ex-companheiro e folclórico goleiro colombiano, conhecido pela irreverência e por querer enfeitar jogadas onde não precisava?? O espírito de Higuita pelo jeito tomou conta de Carrizo depois dos 25 minutos do segundo tempo.
   Apesar de contar com um jogador a mais em campo (Matías Gimenez foi expulso aos 42 minutos), as melhore chances foram do San Lorenzo. Com direito a Carrizo dar calafrios no torcedor, perdendo uma bola na grande área. Mas o goleiro ainda conseguiu se recuperar, e chutou para lateral. Essa inconstância do goleiro acabou sendo repassada ao resto do time, que ficou nervoso e se perdeu de vez no jogo.
   O apito final deflagrou que vontade não falta a esse River Plate. A fase de alguns jogadores não ajuda, e o técnico não mexe no time com tanta facilidade, tendo colocado Rogelio Funes Mori apenas aos 44 do segundo tempo. Diego Buonanotte e Manuel Lanzini, que poderiam dar mais velocidade e qualidade na armação de jogadas nem estiveram em campo. O jeito agora é vencer o Olimpo na próxima rodada fora de casa. Caso contrário, a situação pode ser ainda pior.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Vélez vence o Libertad novamente e está nas semifinais da Libertadores 2011

Mesmo vencendo o jogo na Argentina por 1 a 0 com show de Martínez, o Vélez venceu o Libertad novamente. Agora fora de casa e com show de Morález. A equipe de Liniers está nas semifinais e poderá enfrentar Universidad Católica ou Peñarol nessa fase.

No começo só deu Libertad que começou o jogo com 3 atacantes. O Vélez apenas com 1, chamando o adversário para poder explorar os espaços deixados pelo time Paraguaio em contragolpes. Até que, aos 44 minutos do primeiro tempo, Samúdio fez ótima jogada pela esquerda e cruzou para o Rojas que marcou pegando de primeira. A torcida acordou, mas, 30 segundos tempo, volto a se calar. Morález recebeu lançamento de Ricky Álvarez e bateu na saída do goleiro.

No segundo tempo, sabendo que deveria fazer 5 a 1, o Libertad foi com tudo para cima do Vélez apostando em um gol do começo do segundo tempo. E esse gol ocorreu. Maciel recebeu na esquerda e chutou cruzado. E quando parecia que os "Repolleros" iriam engrenar, o Vélez começou a tocar a bola e deixar o Libetad na roda. Até que o jogo praticamente acabou aos 22 minutos. Morález tabelou genialmente com Emiliano Papa e marcou.

A partir daí o Libertad largou de mão e o Vélez começou a poupar seu time. Entres as mudanças esteve a saída do Tanque Silva para a entrada do Guille Franco. E foi ele, voltando de mais ou menos 4 meses, de lesão que sofreu o pênalti e ele mesmo o converteu. 2 minutos depois o Vélez selou a classificação com mais um golaço. E desta vez foi do Augusto Fernández que, após bela jogada do Mago Ramírez, driblou o goleiro e marcou.

O Vélez irá enfrentar ou Peñarol ou Universidad Católica. Caso os uruguaios avancem para as semifinais, a o Fortín irá definir a classificação para a final em casa. Caso dê Universidad Católica a decisão será no Chile (via @BlogArgentino ).


Argentina convocada para os amistosos

Tevez com a camisa da seleção. Cena cada vez mais rara.
Visando a Copa América, que será disputada em terra local, o técnico Sergio Batista convocou a Argentina para os jogos contra Nigéria (em Abuja, dia 1 de Junho) e Polônia (em Varsóvia, dia 5 de Junho). O treinador optou por não convocar alguns dos principais jogadores, como Lionel Messi e Carlos Tevez (foto). A ausência do último, inclusive, gerou muitas críticas por parte da imprensa e do ex-treinador Diego Maradona. Segundo o Pibe, "Batista só poderia estar bêbado ou drogado no momento da convocação", tamanha incredulidade pela sua ausência.
Tevez se defendeu após tomar conhecimento de que ficaria de fora, afirmando que é um vencedor, e torce para seleção nacional, mesmo que não esteja na lista. Ele lembrou também que foi peça fundamental na consolidação de Batista no comando, na vitória acachapante de 4-1 sobre a Espanha, no Monumental de Nuñez, que praticamente sacramentou a permanência do atual treinador no comando da seleção nacional. Apesar disso, o atacante ainda acredita em uma convocação para Copa América, já que Sergio Batista deixou isso em aberto. A temporada do jogador do Manchester City é espetacular, com o jogador decidindo várias partidas a favor dos Sky Blues. No jogo contra o Stoke City, em que Tevez só não fez chover, Batista afirmou que estava ocupado naquele momento, e não conseguiu assistir a partida. Mais um indício de que a relação entre o treinador e o atacante não é lá das melhores...
Para aumentar ainda mais a pressão sobre o treinador, um enquete no jornal "Olé" mostrou que 84% dos torcedores/internautas querem Carlitos na seleção. Na matéria, Tevez é chamado como o "jogador do povo".
Voltando a convocação, muitos jogadores serão testados nos amistosos, a maioria com menos de 27 anos. Vamos a lista:

GOLEIROS: Oscar Ustari (Getafe-ESP) e Adrián Gabbarini (Independiente).

DEFENSORES: Pablo Zabaleta (Manchester City-ING), Marcos Angeleri (Sunderland-ING), Emiliano Insúa (Galatasaray-TUR), Federico Fazio (Sevilla-ESP), Mateo Musacchio (Villarreal-ESP), Ezequiel Garay (Real Madrid-ESP) e Nicolás Otamendi (Porto-POR).

MEIO CAMPISTAS: Alejandro Cabral (Legia Varsóvia-POL), Nicolás Bertolo (Zaragoza-ESP), Alberto Costa (Valencia-ESP), Pablo Piatti (Almería-ESP), Nicolas Gaitán (Benfica-POR), Fernando Belluschi (Porto-POR), Franco Jara (Benfica-POR), Mauro Formica (Blackburn-ING) e Mario Bolatti (Internacional-BRA).

ATACANTES: Diego Perotti (Sevilla-ESP), Marco Ruben (Villarreal-ESP), Mauro Boselli (Genoa-ITA) e Jonathan Cristaldo (Metalist-UCR).

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Maradona está empregado novamente

Após um período de negociações, em que muita gente duvidava do real interesse em sua contratação, o Al Wasl, dos Emirados Árabes anunciou a contratação de Diego Armando Maradona, o melhor jogador da história albiceleste, e técnico argentino na Copa do Mundo passada. Maradona assinou contrato de dois anos com o clube árabe, e chega como uma bem sucedida jogada de marketing, visando a chegada de maiores patrocinadores ao time. O Pibe não treinava um time desde a eliminação argentina na Copa passada, no jogo contra a Alemanha, válido pelas quartas-de-final. Apesar de contratado, ele só assumirá o Al Wasl em Setembro, quando é aberta a janela no futebol local.
A contratação de Maradona é vista no clube como um marco na história, tamanha celebração e fé na capacidade do argentino, que segundo o presidente "Elevará o time a outro nível". Maradona já estava há algum tempo avaliando a estrutura do clube, mas negava as notícias de que teria sido convidado a assumir o time.
Durante o tempo em que esteve parado, Maradona foi sondado em clubes ingleses (Fulham e Blackburn) e italianos (Napoli e Genoa). Ele já havia deixado entender que gostaria de comandar o Napoli um dia, pois é considerado um Deus por lá. Os boatos foram por terra com esse anúncio até certo ponto precipitado do Pibe.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Enquanto os Xeneizes zoam, os Milionários batem no peito...


A atitude dos torcedores tanto de River quanto de Boca durante esta semana será a mesma apresentada dentro de campo pelos jogadores e pelo gandula do Boca. Gandula? Sim, já te explico. Até porquê o futebol modifica os ânimos dos torcedores. E ver o seu time correndo risco de ser rebaixado não é nada bom...

Quando Carrizo, goleiro do River, foi fazer a reposição, um gandula demorou para dar a bola para o arqueiro Milionário e até "brincou com a cara" dele. Resultado, ganhou um tapa da cara. A mesma atitude vimos com os torcedores Xeneizes na Bombonera, zoando o seu histórico rival.

Já no River, quem deu o exemplo do sentimento do torcedor Milionário foi o volante Almeyda. Após ser expulso, ele bateu no peito em frente a torcida do Boca, mostrando orgulho e não vergonha pela derrota.

Talvez falarão que somos a favor na violência e não somos. Essa é a graça do futebol. Amanhã o River pode estar por cima e o Boca lá embaixo. Até porquê todo mundo gosta de zoar, mas jamais de ser zoado.







segunda-feira, 16 de maio de 2011

Com frango de Carrizo e gol de Palermo, o Boca vence o River por 2 a 0



No seu último SuperClássico Palermo saiu as lágrimas do campo. Mas não eram lágrimas de tristeza, eram de emoção. Em seu último SuperClássico como jogador profissional, o Titán marcou e deixou a torcida Xeneize em festa. O que não se esperava era um frango de Carrizo, melhor goleiro do Clausura 2011, diante do Boca em La Bombonera.

O River Plate era melhor até os 27 minutos, quando Carrizo sofreu um gol incrível. Mouche cobrou escanteio, Monzón desviou de cabeça e o Carrizo colocou a bola para dentro do seu próprio gol. A partir daí, só deu Boca. A torcida e o time acordaram, já o River e sua torcida pegaram no sono. Com sono era como a defesa do River estava no segundo gol dos Bosteros, 3 minutos após o primeiro gol. Após receber de cabeça, na entrada da pequena área, Palermo tocou de cabeça e, por cobertura, marcou. Era o seu 9º gol em SuperClássicos, o último de sua carreira.

No segundo tempo a técnica foi deixada de lado e a raça, infelizmente, veio juntamente com a maldade. O River foi para cima a qualquer custo, o Boca explorava os espaços deixados pela defesa dos Milionários com contra-ataques. Tanto Mouche quanto Pavone tiveram chances de marcar. Nada feito, logo mais emoção. Emoção que esteve à flor da pele de Clemente Rodríguez e Almeyda. Ambos expulsos no último minutos de jogo por discussão.
Agora o River ficam com um baixo astral e perto da Promoción, já o Boca fica com 21 pontos, um a menos que o River, quem tem 22. Na próxima rodada o Boca enfrenta o imprevisivel Arsenal, em Sarandí. O River irá digladiar com o fraco San Lorenzo, em casa, pela 15ª rodada do Clausura
2011.





sexta-feira, 13 de maio de 2011

Vélez não apresenta bom futebol, mas vence o Libertad por 3 a 0



Las fotos de Vélez-Libertad.


Não foi aquele Vélez que dá shows e joga bem como geralmente faz em suas partidas esse ano. Mas eu te pergunto, tem show maior do que vencer por 3 a 0 o Libertad? O clube de Liniers contou com um bocado de sorte, mas também de competência. Logo está perto das semifinais da Libertadores.

Em uma Bombonera com poucos torcedores, porém barulhentos, o Vélez não jogava bem o primeiro tempo. Não jogava. Até que, aos 20 minutos, Cubero foi esperto roubando uma bola na direita e, após cruzar, o baixinho Maxi Morález apenas completou para o gol. No resto do primeiro tempo o Vélez dominou, mas que não conseguia criar, pois errava muitos passes. Já o perigoso Libertad chegava em longos lançamentos, bem interceptados pela defesa do Fortín.

No segundo tempo os "Repolleros", como é conhecido o Libertad, foi melhor até os 15 minuts, onde ocorreu um ato fundamental ao futuro da partida: A entrada de Ricardo Alvarez. O meia entrou no lugar do David Ramírez e conseguiu ajudar o Maxi Morález a fazer a ligação da defesa com o ataque. A partir daí o Vélez melhorou na partida e, aos 29 minutos, Matínez sofreu o pênalti, pediu para bater e marcou. Com isso, o Libertad teve que se abrir. Bom para o Fortín que em uma bela tabela entre Martínez e Ricky Alvarez, com a defesa dos "Repolleros" toda aberta, marcou o terceiro e fechou o caixão paraguaio nesta partida.

Agora, o Vélez vai ao Paraguai com uma boa vantagem, porém enganosa. O Fortín não jogou bem, mas soube aproveitar as chances que lhe foram proporcionadas. O Vélez tem que lembrar que nada está ganho, já que o Fluminense teve esse pensamento, foi para lá e voltou com um 3 a 0 na bagagem, fora a eliminação vergonhosa.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Trio ofensivo Xeneize decide e o Boca vence o Argentinos Juniors

Com atuação glamurosa do seu trio ofensivo, o Boca Juniors venceu o Argentinos Juniors em La Paternal por 2 a 0. Riquelme e Palermo marcaram os gols, já Mouche foi o melhor jogador da partida por sua incansável movimentação.

Logo aos 3 minutos, Mouche fez uma bela jogada pela direita e bateu. O goleiro Navarro deu o rebote para quem não deveria nem pensar em dar, Palermo. Aos 20 minutos, 17 minutos depois do gol do Titán, o Boca Juniors marcou novamente. Riquelme bateu uma falta que passou ao lado da barreira mal posicionada e deixou Navarro sem reações. Sem reações ficou o próprio Riquelme que preferiu não comemorar diante do Argentinos Juniors, clube que revelou-o.

A segunda etapa foi semelhante ao final da primeira. O Boca se preservando para o Superclássico diante do River, domingo, e o Argentinos Juniors sem pretensões maiores. O Boca chegou a poupar Riquelme e Palermo para o clássico. O primeiro por um leve desconforto muscular e o outro por estar "pendurado" em relação ao número de cartões amarelos.

Com o resultado o Boca vai embalado para o Superclássico, enquanto o Argentinos Juniors pegará o San Lorenzo, no Nuevo Gasometro , fora de casa. Um tentar embalar de vez e o outro tentar esquecer a eliminação na Libertadores no histórico jogo contra o Fluminense.

River Plate é surpreendido em casa

Jogando no Monumental de Nuñez, o River Plate foi derrotado pelo All Boys, e com toda justiça. A derrota serviu para tirar a chance do time terminar a rodada na liderança da Clausura, e fez o All Boys respirar um pouco mais no quesito rebaixamento, já que o time saiu da zona de despromoção.
O primeiro tempo começou com o River Plate pressionando demais, com o goleiro Cambiasso tendo de salvar o time visitante três vezes em menos de cinco minutos, em finalizações de Funes Mori. Com o passar do tempo, a pressão foi diminuindo, e o All Boys foi se alçando mais ao ataque. Aos 30 minutos, Emanuel Gigliotti bateu cruzado e rasteiro, sem chances para o goleiro Carrizo. O placar estava inaugurado, mas o torcedor do River Plate vendo que o time precisava de apoio, passou a cantar ainda mais. Isso pareceu ter contagiado o time da casa, que chegava com perigo, mas esbarrava na barreira Cambiasso. A péssima notícia fica por conta da lesão do zagueiro Maidana, que é dúvida para o jogo que vem.
O segundo tempo foi mais morno, e as mexidas pareceram não surtir efeito, já que foram muito tardias. Buonanotte e Lanzini entraram faltando dez minutos, com pouco tempo para evitar aquele resultado trágico. Que piorou nos acréscimos.
Aos 47 minutos, o goleiro Carrizo decidiu ir a área a fim de tentar o cabeceio, mas após o corte da defesa do All Boys, Juan Pablo Rodriguez atravessou todo o campo, passou por dois jogadores adversários e fechou a conta, 2-0.
O River Plate vai sob desconfiança para o grande clássico desse próximo final de semana contra o Boca Juniors.

sábado, 7 de maio de 2011

Estudiantes é eliminado nos pênaltis em Assunção

Sem poder contar com Juan Sebastián Verón, que se recuperava de uma gripe, o Estudiantes foi até Assunção enfrentar o Cerro Porteño, e após um jogo monótono foi derrotado na disputa de pênaltis. Assim como no jogo em La Plata, o placar foi de 0-0, o que levou a decisão para o nível máximo de adrenalina.
No primeiro tempo, o time paraguaio não conseguia aproveitar os espaços defensivos proporcionados pelo Estudiantes, principalmente pelo lado esquerdo de sua defesa, problemática assim como no jogo de sábado contra o Vélez Sarsfield. Dessa vez, German Re jogou naquela faixa de campo, com Pablo Barrientos saindo do time titular. O time argentino buscava bastante as jogadas em velocidade, mas Gata Fernández ficava isolado no ataque, e sozinho não ameaçava muito o gol de Diego Barreto.
No segundo tempo, o Estudiantes foi melhor, perdendo as principais chances de gol, através de Desabato e Pereyra. Nem a entrada do habilidoso Juan Iturbe foi capaz de dar novo ânimo ao Cerro, que seguia inoperante no quesito perigo. O jogo foi se arrastando até as penalidades desse jeito, sem o time paraguaio conseguir de fato armar uma pressão, e com o Estudiantes até mais próximo do gol, principalmente nos últimos quinze minutos.
Nos pênaltis, o goleiro paraguaio Diego Barreto se consagrou, defendendo a cobrança de Roncaglia. Antes disso, muita reclamação dos argentinos, pois Orión havia defendido a cobrança de Cáceres, mas o árbitro Oscar Ruiz mandou voltar a cobrança. Na nova chance, Cáceres cobrou alto no meio do gol, deslocando o goleiro. Com um aproveitamento brilhante, o Cerro converteu os cinco pênaltis e se garantiu nas oitavas-de-final da Libertadores. A tarefa de bater o pênalti decisivo coube ao meio campista Villareal, ex-jogador do Boca Juniors. Ao time comandado por Eduardo Berizzo, segue a disputa do Clausura.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Vélez vence a LDU novamente e enfrentará o Libertad nas quartas da Libertadores

O Vélez ganhou da LDU por 2 a 0 com autoridade. Nem a receada altitude foi um problema para o time de Liniers que, com essas duas vitórias diante da LDU, irá enfrentar o Libertad nas quartas de final da Libertadores.

O primeiro tempo é dividido em: Pré apagão e Pós apagão. A LDU pressionava e colocou duas bolas na trave do gol de Barovero antes do apagão. Eis que ocorre uma queda de luz nos refletores do estádio Casa Blanca, logo 17 minutos de jogo parado. Logo na volta, o coração do Fortín, Morález, se machucou e teve de ser substituído pelo David Ramírez. O próprio Mago, como é conhecido na Argentina, fez a jogada do primeiro gol marcado pelo "Ricky Alvarez" em um contragolpe.

O segundo tempo perdeu em emoção. O time da LDU não acreditava que conseguiria reverter a situação e fazer 5 gols para se classificar. A LDU jogava no ataque e o Vélez apenas esperava o momento certo para o time equatoriano cair na sua armadilha principal da partida, o contra-ataque. Até que, aos 34 minutos, outra cartada mágica do Mago Ramírez. Um lançamento que encontrou Iván Bella, livre, que dominou e marcou. Era a classificação.

Com a classicação o Vélez irá jogar a primeira partida em casa diante dos Gumarelos que tem melhor campanha e decidem em casa. O jogo deve ser na quinta-feira já que o Vélez joga segunda pelo Clausura.
Observação: Em 1994 somente um time brasileiro esteve nas quartas-de-final da Libertadores e o Vélez foi o campeão (@wbordin). Será o destino ou apenas um acaso? Comente!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Palermo faz golaço de letra, mas o Rojo empata no final do jogo

Um tempo para cada lado. No 1º tempo só deu Boca Juniors, já no segundo quem mandou foi o Independiente que obscureceu o golaço de letra do Palermo.

No primeiro tempo só deu Boca. Aos 8 minutos Riquelme bate e o Navarro deu rebote, mal aproveitado pelo Titán. Aos 22 minutos o conceito de Palermo mudou para todos. Para quem achava que, mesmo com o gol diante do Huracán, ele estava em má fase, ele provou o contrário. Mouche recebeu um passe de Riquelme na ponta direita e cruzou, Palermo se antecipou e tocou de letra no canto (como você ve no vídeo abaixo). A partir do gol, o ritmo baixou e acabou o primeiro tempo. Era o fim do futebol do Boca.

No segundo tempo só deu Independiente. Lucchetti, o goleiro do Boca, se tornou o melhor jogador da partida. Provando a boa contratação do Boca Juniors que ainda não havia feito boas partidas. Então, misteriosamente, Falcioni tirou Palermo e Riquelme para colocar Viatri e Erviti, respectivamente. De tanto que tentou, o Rojo conseguiu empatar. Isso ocorreu depois de um bate-rebate na área, onde o Facundo Parra escorou para o Villafáñez que bateu bonito da entrada da área. No final da partida, o Independiente continuava a pressionar. Até que o Pittana finalizou a partida, recebendo reclamações dos dois lados.

Com esse empate, o Independiente segue com o seu tabu positivo que é não perder na Bombonera desde 2006, mas o Rojo briga contra o "descenso", com 15 pontos nesse Clausura. Já o Boca Juniors também tem seus 15 pontos e continua sonhando com uma vaga na Sulamericana. Na próxima rodada o Independiente pega o San Lorenzo em casa, já o Boca Juniors estará diante do Argentinos Juniors em Buenos Aires, no bairro de Villa Mitre.

domingo, 1 de maio de 2011

Vélez Sarsfield passeia em La Plata

Em uma semana importantíssima, que conta também com o difícil jogo contra a LDU em Quito, o Vélez Sarsfield mostrou que é capaz de ir longe nas duas competições. Mantendo a boa fase, o time bateu o Estudiantes, jogando no estádio Ciudad de La Plata, pelo placar de 4-0, mostrando um futebol seguro na defesa e envolvente no ataque.
Contando com uma partida primorosa de Maximiliano Moralez, especialmente no primeiro tempo, o time se aproveitou dos problemas defensivos do adversário, especialmente no lado esquerdo da defesa, onde o bom meia Pablo Barrientos precisava voltar para marcar, o que não é sua especialidade. Aos 37 minutos, Augusto Fernández recebeu uma bela assistência de Moralez e concluiu completamente livre, na cara de Orión, abrindo o placar. Quatro minutos mais tarde, foi a vez de Moralez marcar seu gol, com uma categoria impressionante, tirando do goleiro adversário e acertando o ângulo esquerdo.
Vendo que o lado esquerdo era uma várzea, o Estudiantes veio com troca para o segundo tempo, com a saída de Barrientos. Apesar disso, o Vélez seguiu melhor, e chegou ao terceiro gol através de Moralez, que bateu um pênalti com tranquilidade, deslocando o arqueiro. O quarto gol veio aos 44 minutos, com David Ramirez, que havia substituído o próprio Maxi Moralez. Apesar disso, o torcedor do Estudiantes cantou do início ao fim do jogo, mesmo com o time sendo goleado em casa. Isso mostra a diferença da torcida argentina para a restante do planeta.
Além disso, o resultado serviu para colocar o Vélez Sarsfield na liderança, ultrapassando o River Plate, que havia batido o Racing fora de casa no jogo inaugural do sábado.
Lembrando que o Estudiantes irá até o Paraguai definir a sua classificação essa semana, mas precisa arrumar urgentemente o lado esquerdo de defesa, e deixar Verón mais livre para atacar, assim como Barrientos. O meia que pertence ao Catania mostrou do que é capaz de fazer nos jogos iniciais, mas a marcação não pode ser sua prioridade.